Just a small town girl living in this lonely world.
- What happened to Jess?
- We called it. And she left. Yeah, we called it off. So I’m gonna drink, cause that’s my move.
- Yeah, that’s also your dad’s move. When things get messy, you just run away. But you know, there are other moves.
O mundo estava cheio de covardes que fingiam ser heróis; era preciso uma singular forma de coragem para se admitir covarde.
Lorde Jon Snow - Crônicas de Gelo e FogoO mundo está errado. Sempre esteve.
Estava errado quando decidiram invadir terras estrangeiras impondo seus costumes.
Estava errado quando mataram pessoas por suas posses, seus ideais.
O mundo estava errado quando negros morriam nos navios ou nas senzalas, cegos de tanta dor, doença e miséria.
Estava errado quando mulheres eram brutalmente assassinadas por um martelo imaginário conduzido por um amigo, também imaginário.
Estava errado quando um austríaco dizia que para viver era necessário ser loiro de olhos azuis, enquanto este era moreno e matava outros loiros de olhos azuis.
O mundo estava claramente errado quando nações brigavam por uma utopia do medo, pela frieza da suspeita, pelo gelo da morte de crianças carbonizadas vivas.
O mundo está errado quando não existe liberdade de ser, de vestir ou falar.
O mundo permanece errado porque há uma ilusão de “estar tudo bem”, de que não há preconceitos, não há medo, nem suspeita.
O mundo continua errado por achar que a barbaridade permaneceu no passado enquanto hoje somos uma civilização mais avançada e menos ignorante.
E o mundo nunca vai deixar de ser errado enquanto nossos direitos civis, nossos direitos de minoria, os direitos que nos tornam humanos forem regulados por um tolo guiado por um livro de 2000 anos atrás.
A gente faz o melhor que pode com o melhor que tem. E eu sinto pena que as coisas comigo saíram bem diferente do imaginado. O mundo vira as costas para nós e temos que continuar sorrindo e acenando.
Porque temos sorte por estarmos vivos.
Porque temos sorte por ter uma comida na mesa.
Porque alguma religião nos enfia uma sensação de culpa goela abaixo e, antes das nossas refeições, temos que orar silenciosamente pela Força Divina que nos permitiu passar por todos os obstáculos desse frio mundo cruel. Obrigada, meu Deus, obrigada por ter me feito sobreviver e chegar até aqui para que eu possa adorá-lo, apesar de você ter me provido sempre dos piores ambientes.
Porque temos sorte por estarmos vivos.
Porque temos sorte de ter uma família completa e feliz.
Porque a gente tem que pegar o melhor dos ensinsamentos que Jesus tentou nos passar e aplicá-lo onde mais é necessário: temos que perdoar, constantemente, nossos familiares pelos seus pecados, porque eles erram e são humanos. Obrigada, meu Deus, obrigada por ter me dado pessoas tão compreensivas e generosas, por ter me colocado nessa família que apóia seus relativos e, frequentemente, os colocam pra cima, melhorando seu astral e auto-estima, para assim, conquistarem o mundo.
Porque temos sorte por estarmos vivos.
Porque temos sorte de ter um bom emprego e um salário para nos ajudar.
Porque a gente luta muito nessa vida capitalista e precisamos “contribuir” para o governo pagando nossos impostos, porque todos fazemos parte de uma sociedade, que temos nosso papel e devemos desempenhá-lo com devoção. E a gente trabalha 8 horinhas diárias para darmos uma pequena parcela aos nossos dirigentes, que aplicam esse investimento tão bem, nas pessoas que mais precisam e nos lugares mais carentes. Jesus foi um excelente líder e um exemplo admirável pra todos em volta, sua mensagem foi tão clara que não há sequer um político que não a siga. E quando não a seguem? A punição, você quer dizer? Seguindo a mensagem do Mestre Filho de Deus, nós, brasileiros, oferecemos a segunda face.
Porque temos sorte por estarmos vivos.
Porque temos sorte de ter amigos que podemos confiar.
Porque se até o Filho do Pai teve seus 12 discípulos, não seríamos nós, meros filhos-de-qualquer-um que não teríamos, correto? Temos dos mais variados amigos, temos amigos verdadeiros e leais, que não nos abandonam nem nos dias mais escuros. Temos pessoas que estão a nossa volta apenas querendo o nosso bem, sem invejar nossas conquistas nem menosprezá-las. Os chamados irmãos por afinidade, aqueles que trabalham realmente com o conceito de amizade: como uma via de mão dupla. Se sacrificando, se doando, todos num ciclo interminável de companheirismo e parceria, assim como foi ensinado pelo nosso Pai.
Porque temos sorte por estarmos vivos.
Porque temos sorte por termos homens tão apaixonados e fiéis, verdadeiros maridos conforme manda a lei de Deus.
Porque não existe traição, agressão, maldade, inveja, ganância, ódio, sofrimento, ressentimento, medo, muito menos qualquer tipo de sentimento negativo em nenhum casamento. Somos todos abençoados aqui na Terra por termos tão bonitos relacionamentos entre homens e mulheres. Aqui não existe mentira porque Jesus sempre nos ensinou a amar e respeitar o seu conjuge independente da situação ou fase. Todos são verdadeiros com seus sentimentos e ninguém engana o outro apenas para seu bel prazer. Existe um outro nesse lugar e ele não é um mero objeto.
Porque temos sorte por estarmos vivos.
Porque temos que nos lembrar de agradecer a esse maravilhoso Pai que nos criou muito bem e ensinou-nos a beleza de viver conforme suas regras. Nesse mundo tão agradável, com todos respeitando as diferenças dos outros, independentes de sua opinião. Onde não há guerras por preconceito, nem matança nas ruas por discriminação.
Obrigada, meu Deus, por termos sorte por ainda estarmos vivos.
Obrigada por mais um dia nessa prisão.
Sobreviver não é viver.
“Mas por que ele? E não a mim?”
“Por quê? Porque ele me fez querer sentar com a postura reta.”
“Não entendi.”
“Imaginei.”
Porque em algum momento deixamos de acreditar. E isso é muito bom, na verdade, é excelente. Se livrar da responsabilidade de procurar e achar um príncipe encantado é realmente uma coisa libertadora. É bom não encontrar o Senhor Perfeito. É encorajador para nós, mulheres, acharmos defeitos nos nossos namorados. Se ele não precisa ser perfeito, então eu também não!
Mas e quando corremos em direção contrário? E quando nos contentamos com pouco pra sobreviver? E quando estamos com alguém pelos motivos errados? O que acontece com aquela mágica que havia na nossa infância? Quando deixamos de acreditar em Príncipe Encantado, a ilusão acaba, mas e quando a magia vira negra? Quando se acomodar com a situação parece ser mais fácil que lutar por algo melhor? O que exatamente se passa quando a maior razão que estamos com alguém não é pela pessoa e sim pelo comodismo e medo do desconhecido?
Perdemos a ideia de cara ideal e ganhamos o conceito de “get what you can”. Nos satisfazemos com e por pouco. Rodeadas por lixo, achamos a fruta menos podre e a colocamos no topo da salada de frutas. Adivinha só, meu bem? Você só está perdendo seu tempo.
os doentes neuróticos adoecem por não sabê-la; os melancólicos, por saberem demais.
Saber que ele não se importa: isso. Isso é o que mais dói;
Não é só sobre a dor, sofrimento, ódio, raiva, ressentimento, traição. O que eu estou sentindo agora é algo que ele me fez acreditar que eu nunca mais passaria novamente: solidão. Sofrer sozinha. Chorar sozinha. Pensar sozinha. É cruel. Saber que as lembranças do travesseiro só correm em direção aos meus sonhos enquanto sua cabeça descansa no colo de outra moça. E eu realmente não tenho ciúme nem qualquer tipo de sentimento de posse em relação a você. Eu entendi que eu nunca te tive. De verdade. Passar por isso sabendo que você não se importa e nunca se importou, isso mexe um pouco comigo, eu vou admitir.
Hoje eu li alguma coisa sobre sacrifício, dizia algo a respeito de amar o que se perde mais que a si mesmo. Eu acho que te falta um pouco de 3 coisas nessa frase e sobra muito uma expressão nela. Respectivamente, te falta SACRÍFICIO, RESPEITO e AMAR. E, meu bem, tá sobrando SI MESMO aí.
Ei, moça, repare que assombro:
O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas;
na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão;
como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão;
às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas;
quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina;
no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero;
nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba;
no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba;
uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros;
e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova Iorque; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo;
na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo;
às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno;
em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.